Até ao século XVII, pouco se sabia sobre a gravitação. A força que mantinha a Lua pendurada no céu nada tinha a ver com a força que nos mantém presos à Terra. Isaac Newton foi o primeiro a pensar na hipótese das duas forças possuírem as mesmas naturezas; até então, havia apenas a teoria magnetista de Johannes Kepler, que dizia que era o magnetismo que fazia os planetas orbitarem o Sol.
Ainda assim, Newton explicava: "Todos os objectos no Universo atraem todos os outros objectos com uma força direccionada ao longo da linha que passa pelos centros dos dois objectos, e que é proporcional ao produto das suas massas e inversamente proporcional ao quadrado da separação entre os dois objectos."
Newton acabou por publicar a sua, e ainda hoje famosa, lei da gravitação universal:
onde:
- F = força gravitacional entre dois objectos
- m1 = massa do primeiro objecto
- m2 = massa do segundo objecto
- r = distância entre os centros da masa dos objectos
- G = constante universal da gravitação
A força de atração entre dois objetos é chamada de peso; apesar de em linguagem comum, associamos a palavra "peso", de forma diferente, por exemplo, "eu peso 58 quilos". Cientificamente, utiliza-se a palavra "massa", "a minha massa é de 58 quilos".
Rigorosamente falando, esta lei aplica-se apenas a objectos semelhantes a pontos. Se os objectos possuírem extensão espacial, a verdadeira força terá de ser encontrada pela integração das forças entre os vários pontos. Por outro lado, pode provar-se que para um objecto com uma distribuição de massa esfericamente simétrica, a integral resulta na mesma atracção gravitacional que teria se fosse uma massa pontual.
Foi este obstáculo que levou Newton a adiar por vários anos a publicação da sua teoria, já que ele não conseguia mostrar que a gravitação exercida pela Terra sobre um corpo à sua superfície era a mesma como se toda a massa da Terra estivesse concentrada no seu centro.
Leia mais: https://pt.wikipedia.org/wiki/Gravidade#A_teoria_geral_da_gravidade_de_Einstein .
